Investigação

Ministro acusado de importunação sexual tem alta de hospital

Afastado temporariamente do STJ após denúncias de importunação sexual de duas mulheres virem à tona, Marco Buzzi estava internado no DF Star há duas semanas

Acusado de importunação sexual em uma praia de SC, ministro do STJ Marco Buzzi nega a denúncia, feita por uma jovem de 18 anos -  (crédito: Divulgação )
Acusado de importunação sexual em uma praia de SC, ministro do STJ Marco Buzzi nega a denúncia, feita por uma jovem de 18 anos - (crédito: Divulgação )

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, acusado de importunação sexual, deixou o hospital DF Star, em Brasília, na última sexta-feira (13), após duas semanas de internação. Afastado da Corte desde 10 de fevereiro, ele passou a ser investigado por crimes sexuais depois da denúncia de duas mulheres se tornarem públicas. 

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Buzzi apresentou um novo pedido de licença médica de 90 dias, pouco antes da reunião do pleno que decidiu pelo afastamento dele de forma “cautelar, temporária e excepcional”. 

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De acordo com o atestado, ele necessita ficar afastado de suas atividades gerais, "inicialmente por 90 dias", para "tratamento médico psiquiátrico com ajuste medicamentoso". A médica afirma que o paciente é "portador de patologias cardiológicas comórbidas”. 

O magistrado é investigado no STJ, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após ser acusado por uma jovem de 18 anos por importunação sexual. Outra denúncia do mesmo teor, apresentada por uma ex-servidora do gabinete, também está sendo apurada. 

As investigações dos casos tramitam em sigilo, segundo o CNJ, “para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”. “Tais procedimentos tramitam sob sigilo legal, medida indispensável para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações”, diz o órgão. 

Marco Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem de 18 anos, em uma praia de Balneário Camboriú (SC), em 9 de janeiro. Ele nega. O caso é investigado como importunação sexual. Em caso de condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão. 

A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. Ela e a família passavam uns dias na casa de praia do ministro. A moça relatou que estava no mar quando percebeu a aproximação dele e foi agarrada — e tentou se desvencilhar ao menos três vezes, mas Buzzi insistiu em forçar o contato. Quando conseguiu se soltar, pediu ajuda aos pais.

Com o afastamento, Marco Buzzi perdeu parte das prerrogativas da função, mas continuará recebendo seu subsídio mensal integral, atualmente fixado em R$ 44.047,88. Ele está proibido de usar seu gabinete, andar de veículo oficial, trabalhar com sua equipe de assessores, acessar sistemas internos ou informações institucionais, e demais atividades inerentes ao exercício da função. 

O ministro nega as acusações. Em carta enviada aos colegas da Corte, ele disse que demonstraria sua inocência. “Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado”, escreveu.





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postado em 18/02/2026 17:40 / atualizado em 18/02/2026 17:40
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