
As contas do governo apresentaram um superavit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026, o que representa um avanço de 2,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando o resultado foi positivo em R$ 85,1 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25/2) e vieram acima das expectativas do próprio Ministério da Fazenda, que apontavam para um superavit de R$ 84,7 bilhões.
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No primeiro mês do ano, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 107,5 bilhões, ao mesmo tempo em que a Previdência Social (RGPS) registrou deficit de R$ 20,6 bilhões. O decréscimo da receita líquida no mês foi resultado da combinação do aumento real de 3,7% das Receitas Administradas pela Receita Federal (R$ 8,4 bilhões), além de queda das Receitas Não Administradas (-R$ 5,8 bilhões) e da Arrecadação Líquida para a Previdência Social (-R$ 3,9 bilhões).
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Os principais destaques em relação às receitas administradas se devem ao superavit de R$ 3,9 bilhões do Imposto de Renda, com avanço da arrecadação do tributo, sobretudo entre pessoas físicas, além do crescimento de R$ 2,7 bilhões da arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e de R$ 2,1 bilhões de outras receitas administradas.
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Pelo lado dos gastos, os principais responsáveis pelo aumento das despesas em janeiro foram o acréscimo de R$ 4 bilhões em benefícios previdenciários, que segundo o Tesouro, se deve principalmente ao aumento real do salário mínimo e do número de encargos sociais. Por outro lado, despesas obrigatórias com controle de fluxo e abono e o Seguro Desemprego tiveram quedas de R$ 1,9 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente.

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