
A base governista decidiu recorrer ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para contestar a votação que aprovou a quebra de sigilo fiscal e bancário do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito da CPMI do INSS.
A iniciativa foi confirmada por lideranças governistas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (26/2). Segundo os parlamentares, um requerimento deve ser protocolado ainda hoje com o objetivo de apontar possíveis irregularidades no processo de votação que resultou na aprovação das quebras de sigilo.
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A deliberação ocorreu em meio a um ambiente de tensão na comissão, marcado por troca de ofensas e agressões físicas entre parlamentares da base e da oposição. Mesmo com o tumulto, a maioria aprovou o acesso aos dados fiscais e bancários do empresário.
A CPMI investiga um suposto esquema de descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com os investigadores, há menções diretas e indiretas a Lulinha que o colocariam como possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, apontado como operador do esquema.
Antunes é acusado de intermediar o desvio dos valores descontados indevidamente, repassando parte dos recursos a servidores do instituto. A suspeita é de que ele concentrava os repasses antes de distribuí-los a outros envolvidos.
O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Com a medida, a comissão terá acesso a extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e contratos do empresário, para verificar a existência de movimentações financeiras recorrentes compatíveis com uma suposta “mesada” de até R$ 300 mil.

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