O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu às críticas levantadas por um padre sobre a caminhada e a defesa política sobre o porte de armas. Ele afirmou que o armamento pode proteger inocentes, falou para o padre “descansar” e “tentar na próxima” e insinuou que ele é um “falso profeta”.
Saiba Mais
-
Política Gonet defende papel "contramajoritário" do STF e combate a "pulsões iliberais"
-
Política "O Brasil tem encontro marcado com sua melhoria institucional", diz Fachin
-
Política Presidente da OAB critica vazamentos, defende STF e saúda Messias
-
Política Rollemberg protocola pedido de CPI para investigar Master e BRB
-
Política Pablo Marçal é condenado a pagar R$ 100 mil para Boulos por fake news
-
Política Lula declara apoio à candidatura de Bachelet para comandar a ONU
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
O vídeo de uma homilia do padre Ferdinando Marcílio, durante uma missa no Santuário Nacional de Aparecida, viralizou nas redes sociais. No discurso, o religioso criticou a caminhada de 250 quilômetros que Nikolas promoveu entre Paracatu (MG) e Brasília, que teve como objetivo manifestar sua insatisfação com o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF).
No discurso, padre Ferdinando considerou que é impossível ser cristão e ser a favor das armas. Para ele, uma arma só tem as finalidades de ferir e matar. Ele também criticou o mandato político do deputado federal: “Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira. Quer o poder. Acho que você entende o que eu estou dizendo”, discursou.
Na homilia, o religioso ainda considerou a atitude “anti-Evangelho”: “Às vezes a gente escuta entre nós aqueles que batem palmas para estas atitudes. Horrível! Anti evangelho, anti cristão. E, por favor, se você está fazendo assim, não entre na fila da comunhão, não, viu? Porque eu não posso comungar a vida e estar a favor da morte”, disse.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado disse que não conseguir argumentar contra o padre vem de “falta de intelecto ou falta da Bíblia”. “Arma não é o mal, o mal é quem a utiliza. Qualquer objeto pode ser utilizado para o mal. Claro que a arma potencializa isso, mas ao mesmo tempo que ela pode matar o inocente, ela pode proteger o inocente”, afirmou.
O político citou o pregador batista inglês Charles Spurgeon, que disse “Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem”: “por isso que ladrões permanecem no poder e falsos profetas continuam a pregar”.
Nikolas alegou que ele foi criticado por “caminhar de forma pacífica” e criticou líderes religiosos progressistas que não falam sobre crime organizado, mas criticam o uso de armas e usam teologia “inclusiva”. Na publicação, o deputado também aproveitou a oportunidade para criticar o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) que recebeu Nicolás Maduro no país.
O posicionamento foi aprovado pelos apoiadores, que também discordam da fala do padre Ferdinando: “Os seguranças da Basílica que o padre estava portam flores no coldre”, disse um. “Nessa fala, o padre não nos representa como católicos. Não mesmo. Rezemos por sua conversão”, escreveu outro. “Falsos mestres. Esses padres são os que apoiam roubo”, disse um terceiro.
