O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (10/2) que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) terá liberdade para definir qual cargo pretende disputar nas eleições de 2026. A declaração aconteceu durante uma coletiva de imprensa no Salão Verde, da Câmara dos Deputados.
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Edinho participou de uma sessão solene, em Brasília, em homenagem aos 46 anos do partido. Segundo ele, a continuidade do projeto liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa pela manutenção de importantes alianças, como a do vice-presidente da República.
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“O vice-presidente Geraldo Alckmin é muito respeitado por todos nós. Em Salvador, ele só não foi mais aplaudido que o presidente Lula. Foi uma manifestação de carinho muito grande”, comentou Edinho, ressaltando que o PT respeitará qualquer decisão de Alckmin. “Eu tenho dito e vou repetir: o vice-presidente Geraldo Alckmin disputará o cargo que ele quiser nas eleições de 26, e nós o respeitaremos”, reafirmou.
Edinho disse ainda que para o país continuar sendo pautado pela democracia, é preciso votar em Lula. “Para que o Brasil continue reconstruindo suas políticas de governo e de Estado e sendo respeitado internacionalmente, a reeleição do presidente Lula é fundamental”, declarou.
Ele acrescentou que é “natural” que o PT procure os partidos da base para discutir a continuidade da coalizão. “Isso é próprio da construção da nossa política de alianças”. Geraldo Alckmin, que era filiado ao PSDB há mais de 30 anos, mudou de partido em 2022 para poder compor a chapa de Lula.
Sobre a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Edinho voltou a declarar que ele reúne condições políticas para disputar qualquer cargo eletivo no país, com destaque para o cenário paulista. “Como ele (Haddad) é de São Paulo, é evidente que, quando se discute o palanque de São Paulo, o nome dele é lembrado com muita força”, afirmou.
No entanto, o presidente do PT ressaltou que a decisão cabe ao próprio ministro. “Ninguém é candidato se não tiver vontade de ser, se não estiver convencido da missão. Nós estamos dialogando muito com o ministro Fernando Haddad para que ele avalie o que representa a eleição de 26 e faça a opção que achar melhor. E nós vamos respeitar essa decisão, porque ele é uma liderança fundamental para a construção do nosso projeto de Brasil.”
Sobre a articulação nos estados, Edinho destacou que o partido trabalha para montar um palanque competitivo em Minas Gerais, com diálogo aberto com o senador Rodrigo Pacheco. “Nós queremos um palanque forte em Minas. O Rodrigo Pacheco é uma grande liderança, uma das lideranças em ascensão no Brasil. Um palanque liderado por ele seria muito importante para nós, mas depende da decisão dele”, afirmou, acrescentando que o PT também conversa com outras lideranças do estado.
