O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para uma reunião fora da agenda. A conversa ocorreu no Palácio do Planalto, durante a tarde de quarta-feira (11/2), mas só foi divulgada nesta quinta-feira (12/2).
O encontro tratou, principalmente, da disputa eleitoral em Minas Gerais. Lula tenta convencer Pacheco a concorrer ao governo do estado. O senador, por sua vez, vem argumentando que quer deixar a vida pública assim que acabar seu mandato, no final do ano.
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A conversa foi rápida, de cerca de meia hora. Ainda não há uma decisão sobre a candidatura. Interlocutores de Pacheco, porém, apontam que a resistência do parlamentar diminuiu em relação ao ano passado.
Se decidir concorrer, Pacheco precisará mudar de partido. O PSD já indicou o atual vice-governador de Minas, Mateus Simões, como pré-candidato ao governo do estado, sendo o sucessor do atual governador, Romeu Zema (Novo).
Pacheco indicou que busca se filiar a uma legenda de centro. O principal cotado é o União Brasil, de seu aliado e sucessor no comando do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Palanque mineiro
Lula vem argumentando que Pacheco é o único nome viável para concorrer no estado com o apoio do presidente. Minas é um dos maiores colégios eleitorais, e um estado–chave para a disputa presidencial. Portanto, o petista precisa de um palanque robusto em Minas para sua reeleição.
Os planos de Lula para o senador interferiram, inclusive, na indicação de Pacheco a uma vaga como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma de suas principais aspirações na vida pública. Lula indicou o atual Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, apesar de pressões do Senado para indicar Pacheco.
