Investigação

Novo relator do Master, Mendonça se reúne com PF na tarde desta sexta

Ministro iniciou o processo para assumir o recebimento de todas as informações sobre o caso. Ele assumiu a relatoria após Dias Toffoli deixar a investigação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, reúne-se na tarde desta sexta-feira (13/2) com investigadores da Polícia Federal que conduzem as apurações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. O magistrado foi sorteado o novo relator do inquérito após Dias Toffoli deixar o caso.

A reunião ocorre virtualmente, pois André Mendonça está em São Paulo. O gabinete do ministro iniciou o processo para assumir o recebimento de todas as informações sobre o caso e dividir a equipe interna que cuidará da investigação. Ele também é relator sobre fraudes nos descontos indevidos aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

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Dias Toffoli deixou, na quinta-feira (12), a relatoria da investigação do Banco Master. A medida foi anunciada em uma nota assinada pelos dez integrantes da Corte após uma reunião que durou mais de três horas. O magistrado era alvo de uma série de questionamentos e acusações de suspeição, que se agravaram depois que o relatório da Polícia Federal, entregue pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, mostrou as menções ao então relator no celular periciado do banqueiro Daniel Vorcaro. 

No comunicado divulgado pelo STF, os magistrados afirmaram que as decisões anteriores serão mantidas e informaram "não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição". Os integrantes expressaram “total apoio” ao magistrado, “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento".

O relatório elenca telefonemas entre Toffoli e Vorcaro e também o envio de um convite para uma festa de aniversário do ministro do STF, além de conversas do empresário com outras pessoas a respeito de pagamentos relacionados ao resort Tayayá, no interior do Paraná. Ele recebeu dinheiro como sócio da empresa que fez negócios com o fundo de investimentos com o cunhado do dono do Master.

De acordo com a investigação, o magistrado era sócio anônimo da Maridt, oficialmente administrada pelos dois irmãos dele: o engenheiro José Ticiano Dias Toffoli e o padre José Eugênio Dias Toffoli. A companhia era dona de 33% do Tayayá que foram vendidos para fundos de investimentos do pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro.





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