Eleições 2026

Presidente do PT chama de 'ridícula' reação da oposição a desfile que homenageou Lula

Edinho defende que a apresentação teve caráter cultural e nega que polêmica sobre campanha antecipada afete a relação do presidente com evangélicos

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, classificou  nesta quarta-feira (18/2) como “ridícula” a reação de parlamentares da oposição ao desfile da escola Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval do Rio de Janeiro. Segundo ele, transformar a apresentação em motivo de desgaste político distorce o caráter cultural do evento e empobrece o debate público.

A polêmica ganhou força após a escola levar à Marquês de Sapucaí o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, apresentado na madrugada de segunda-feira (16) pelo Grupo Especial. Desde então, deputados e senadores oposicionistas têm criticado a homenagem, alegando que ela configuraria campanha eleitoral antecipada. Nos bastidores do Congresso, a avaliação de parte da oposição é que a associação entre o desfile e a imagem do presidente extrapola o limite da manifestação artística.

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Edinho Silva reagiu às críticas com dureza. “Tentar desgastar o presidente politicamente por conta das escolhas de alegorias da escola chega às raias do ridículo. O povo brasileiro merece um debate político mais qualificado”, afirmou em entrevista à CNN Brasil. Para o dirigente petista, a leitura eleitoral do desfile ignora a autonomia das agremiações carnavalescas e o histórico de enredos com conteúdo social e político.

A controvérsia já vinha se formando nas semanas que antecederam a apresentação. Além das acusações de propaganda antecipada, oposicionistas também questionaram uma alegoria que retratava famílias conservadoras dentro de uma lata de conserva, interpretação vista por críticos como ofensiva a determinados segmentos sociais.

Edinho também rejeitou a ideia de que o episódio possa prejudicar a relação de Lula com o público evangélico. Segundo ele, o presidente mantém histórico de diálogo com lideranças religiosas e apoio a políticas voltadas ao fortalecimento das famílias. “Os líderes das igrejas sempre tiveram no presidente um aliado na construção de políticas públicas para o fortalecimento das famílias brasileiras”, declarou.

O desfile foi acompanhado de perto pelo próprio presidente, que esteve na Sapucaí ao lado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Após assistirem à apresentação do camarote da prefeitura, Lula e Janja desceram à avenida para cumprimentar integrantes das escolas, em um gesto que reforçou a visibilidade política da homenagem — justamente o ponto central das críticas da oposição.

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