O depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal foi remarcado para o dia 10 de março. A mudança ocorreu após acordo entre a defesa do empresário e o presidente do colegiado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). A oitiva estava inicialmente prevista para 3 de março.
As tratativas entre os advogados de Vorcaro e a comissão que acompanha as investigações relacionadas ao caso Master vêm ocorrendo desde a aprovação do requerimento de convite ao empresário. Segundo Renan Calheiros, a defesa procurou o Senado para sinalizar o interesse de Vorcaro em prestar esclarecimentos aos parlamentares.
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A expectativa dos senadores era que o empresário fosse ouvido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na segunda-feira (23/2) e, na sequência, pela CAE, na terça (24). No entanto, a agenda não se concretizou.
A desistência do depoimento na CPMI ocorreu após a definição de que o deslocamento a Brasília seria feito em voo comercial e diante da decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, que tornou facultativa a presença do empresário. Diante desse cenário, a defesa optou por renegociar a data com a CAE.
Como alternativa, os advogados informaram que Vorcaro estaria disponível para depor por videoconferência ou presencialmente em São Paulo. A necessidade de organizar a logística de transporte até Brasília, contudo, levou à remarcação da oitiva. Inicialmente, Renan Calheiros chegou a manter a data de 3 de março, mas sem a concordância da defesa.
Agora, após novos entendimentos, a previsão é de que o empresário compareça presencialmente ao Senado no dia 10. Ainda não há definição sobre como será o traslado nem sobre os procedimentos de custódia.
Vorcaro utiliza tornozeleira eletrônica desde que deixou a prisão após operação da Polícia Federal, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o banco, liquidado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025. Em reunião recente com senadores, André Mendonça indicou a possibilidade de apoio da PF na logística do deslocamento.
