A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, dividiu a opinião pública e gerou questionamentos jurídicos. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26/2) mostra que 46,7% dos brasileiros avaliam negativamente a ida do presidente ao evento, entendendo que houve propaganda eleitoral antecipada.
Por outro lado, 41,7% consideram positiva a participação de Lula, sob o argumento de que ele prestigiou um evento relevante para a cultura e a economia do país. Entre os entrevistados, 8% afirmaram não ter opinião formada e 3,6% disseram não saber responder.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
O levantamento ouviu 4.986 eleitores entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
- Leia também: Flávio monta palanques no Rio, em SC e no DF
Quando questionados sobre a legalidade da homenagem, 47,9% afirmaram que não houve irregularidades, enquanto 45,4% consideram que o desfile configurou crime eleitoral. A diferença entre as duas posições está dentro da margem de erro, indicando cenário de forte polarização.
A pesquisa também investigou qual teria sido a conduta ideal do presidente diante da homenagem. Para 35,5% dos entrevistados, Lula deveria ter recusado participar do desfile. Outros 30,9% defendem que ele aceitasse a homenagem e participasse do evento. Já 29% avaliam que o presidente poderia ter aceitado, mas mantido maior distanciamento da celebração.
Estreante no Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Acadêmicos de Niterói levou à avenida um enredo centrado na trajetória pessoal e política de Lula. A apresentação acabou sendo alvo de uma série de ações judiciais, que apontam possíveis casos de propaganda antecipada, abuso de poder político e econômico, uso indevido de recursos públicos e até alegações de preconceito religioso contra evangélicos retratados no enredo.
Apesar da repercussão e da visibilidade nacional, a escola foi rebaixada ao fim da apuração das notas, deixando o Grupo Especial em seu ano de estreia.
Saiba Mais
-
Política ‘Juiz não tem água nem café’, diz ex-juíza ao defender penduricalhos no STF
-
Política Haddad define com Lula data de saída do Ministério da Fazenda
-
Política CPMI do INSS ouve filho de Camisotti nesta quinta
-
Política CPMI do INSS vota quebra de sigilo de Lulinha e de ex-sócio de Vorcaro
-
Política Lula perde favoritismo e Flávio consolida candidatura
-
Política Flávio monta palanques no Rio, em SC e no DF
