Escândalo do INSS

CPMI do INSS cancela depoimento após investigado não ser localizado pela Polícia do Senado

Advogado citado em relatórios do Coaf como beneficiário de R$ 4 milhões não foi encontrado para cumprir condução coercitiva aprovada pela comissão

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG)  -  (crédito: Carlos Moura/Agência Senado)
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) - (crédito: Carlos Moura/Agência Senado)

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS cancelou um dos dois depoimentos previstos para esta segunda-feira (2/3), após a Polícia Legislativa do Senado não localizar o advogado Cecílio Galvão, alvo de condução coercitiva aprovada pelo colegiado. Ele é citado em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como destinatário de repasses que somam R$ 4 milhões.

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De acordo com as investigações, os valores teriam sido pagos por entidades apontadas como integrantes do suposto esquema de descontos ilegais em aposentadorias. Entre elas estão a Associação de Amparo aos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Ampaben) e a União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap).

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Os pagamentos, segundo os relatórios, seriam referentes a serviços de intermediação para a assinatura de acordos de cooperação técnica com o INSS. Esses acordos teriam viabilizado os descontos diretamente nos benefícios previdenciários, que são alvo da investigação conduzida pela comissão parlamentar.

A convocação de Cecílio Galvão foi aprovada a partir de requerimento apresentado pelo relator da CPI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Diante da impossibilidade de cumprimento da medida, o depoimento foi retirado da pauta do dia.

Já Aline Bárbara Mota de Sá Cabral é aguardada para prestar esclarecimentos. Ela trabalhou como secretária e, posteriormente, como gerente administrativa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e seria responsável por operacionalizar centrais de compras e o setor de recursos humanos das empresas ligadas a ele.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto na Corte, concedeu a Aline o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento, caso opte por não responder a perguntas que possam incriminá-la. 

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postado em 02/03/2026 17:52 / atualizado em 02/03/2026 17:56
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