ELEIÇÕES DE 2022

Nikolas justifica uso de jato de Vorcaro em caravana de Bolsonaro

O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, afirma que o nome do dono da aeronave "não era de conhecimento público" na época e ressalta que agiu sob convite de líder religioso.

Nikolas Ferreira pede que a Rede Globo seja fechada -  (crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
Nikolas Ferreira pede que a Rede Globo seja fechada - (crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, em nota encaminhada ao jornal Estado de Minas, que desconhecia quem era o proprietário da aeronave utilizada por ele durante a caravana Juventude pelo Brasil, no segundo turno das eleições de 2022. Segundo o parlamentar, o deslocamento ocorreu a convite do pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, para participação em agenda de campanha e não houve, da parte dele, qualquer vínculo com o empresário Daniel Vorcaro.

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Nikolas ressaltou que o voo ocorreu há quatro anos, no contexto da disputa presidencial, e que a aeronave foi disponibilizada para o evento político. “À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave”, declarou.

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O deputado acrescentou que, em 2022, o nome de Vorcaro “não era de conhecimento público” e que não havia informações que indicassem qualquer irregularidade. “Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”, afirmou.

A manifestação ocorre após a divulgação de que Nikolas utilizou, no segundo turno das eleições de 2022, um jato vinculado ao empresário Daniel Vorcaro para cumprir agenda de campanha em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A aeronave foi empregada em deslocamentos por ao menos nove estados e pelo Distrito Federal ao longo de dez dias, entre 20 e 28 de outubro, durante a caravana “Juventude pelo Brasil”. As informações são do jornal O Globo.

A iniciativa foi conduzida por Nikolas e pelo pastor Guilherme Batista, para mobilizar eleitores em regiões onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia obtido maioria no primeiro turno. A estratégia era reverter a vantagem do petista na reta final da disputa.

Registros divulgados em redes sociais mostram o parlamentar diante do Embraer 505 Phenom 300 ao lado de Batista; da esposa do pastor, Mariel; e da influenciadora cristã Jey Reis, que publicou a imagem. Em uma das postagens, a influencer celebrou a passagem pelas capitais do Nordeste e classificou a experiência como “missão cumprida”.

O jato, com capacidade para até dez passageiros, voou para todas as capitais nordestinas, além de Brasília e cidades do Vale do Jequitinhonha e do Triângulo Mineiro. Dados obtidos por meio de sinais de transponder indicam que os trajetos coincidem com as datas e os locais das agendas públicas da caravana e de outros compromissos de campanha pró-Bolsonaro, inclusive eventos com a presença do então presidente.

“MISSÃO CUMPRIDA!! Em cinco dias rodamos todas as capitais do Nordeste com lotação máxima em todos os lugares!!! A oportunidade de viver isso com esse mega time, pregar e mostrar amor pelo nosso país foi inesquecível!!! AMAMOS JESUS E AMAMOS O BRASIL!!”, escreveu a influencer em suas redes sociais.

Leia a nota de Nikolas na íntegra:

"Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político “Juventude pelo Brasil” e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.

À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro.

Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento."

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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VP
postado em 03/03/2026 11:44
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