
A ex-secretária de Antonio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”), Aline Cabral, negou nesta segunda-feira (2/3), em depoimento à CPMI do INSS, ter emitido passagens ou realizado pagamentos para Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A oitiva ocorreu no Senado Federal.
A negativa foi apresentada após questionamentos do deputado Rogério Correia (PT-MG). Mais cedo, ao ser interpelada pelo relator da comissão, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), Aline admitiu que emitiu passagens para Danielle Fonteles, publicitária ligada ao PT e que prestava serviços ao empresário investigado.
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A viagem de Lulinha com o “Careca do INSS” a Portugal, em novembro de 2024, entrou no foco dos parlamentares. Segundo apurado pela comissão, ambos viajaram em primeira classe. Na última quinta-feira (26/2), a CPMI aprovou a quebra dos sigilos bancário e telemático de Lulinha, e aguarda o envio das informações.
Ao longo da oitiva, Aline reiterou que não efetuava pagamentos quando trabalhava para o lobista, apontado como figura central no esquema de descontos associativos fraudulentos em benefícios da Previdência Social. Ela afirmou que exercia funções administrativas, mas negou responsabilidade por movimentações financeiras.
A ex-secretária admitiu, contudo, que tinha acesso ao cofre localizado na sede das empresas, em Brasília. Aline entrou na mira da comissão após um ex-sócio de Antunes declarar, em depoimento anterior, que ela desempenhava papel relevante na estrutura administrativa dos negócios.
Durante a sessão, Aline afirmou que não teve qualquer “parte nessa história” e disse desconhecer a origem da riqueza do empresário quando foi contratada. Segundo relatou, iniciou como secretária, responsável por expedir passagens e auxiliar na gestão de imóveis, e posteriormente foi promovida ao cargo de chefe de Gestão de Pessoas nas empresas de telemarketing ligadas ao grupo.

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