
A retomada da operação-padrão por servidores da carreira de Finanças e Controle pode atrasar processos sensíveis conduzidos pela Controladoria-Geral da União (CGU), incluindo investigações relacionadas ao Banco Master e a empresas suspeitas de fraudes ligadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A mobilização foi aprovada por 86% dos participantes em assembleia do Unacon Sindical — Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle — realizada na quinta-feira (5/3). A entidade afirma que a decisão ocorre após 15 meses de descumprimento do Termo de Acordo nº 41 firmado entre o governo federal e a carreira.
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Entre os compromissos apontados como não atendidos estão a correção do enquadramento na tabela de progressão da carreira, a atualização do tempo de progressão para 12 meses e o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional para tratar da estrutura da carreira, incluindo prerrogativas e requisitos de ingresso.
Segundo o sindicato, a operação-padrão deve afetar diretamente o andamento de procedimentos administrativos conduzidos pela CGU. Entre os casos potencialmente impactados está a análise sobre eventual responsabilização de servidores do Banco Central do Brasil ligados ao caso do Banco Master, além de processos envolvendo empresas investigadas por fraudes relacionadas ao INSS.
A mobilização também pode provocar atrasos na análise de recursos apresentados com base na Lei de Acesso à Informação e na divulgação de resultados de avaliações de empresas inscritas no programa Pró-Ética, iniciativa que reconhece companhias comprometidas com práticas de integridade e combate à corrupção.
Os efeitos da mobilização também podem alcançar outras áreas da administração federal. No Tesouro Nacional, por exemplo, os impactos ainda estão sendo avaliados. Na última paralisação da carreira, ações da secretaria chegaram a interromper operações como leilões do programa Tesouro Direto.

Cidades DF