
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado iniciou a sessão desta quarta-feira (11/3) com ausência do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Convidado a prestar esclarecimentos sobre a atuação de facções criminosas no estado e as políticas adotadas pelo governo gaúcho para enfrentar o crime organizado, o chefe do Executivo local não compareceu ao colegiado.
A comissão ouve hoje o fundador e ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur. Acompanhado de seu advogado, ele informou que permaneceria em silêncio durante a sessão, amparado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Diante da postura do depoente, o vice-presidente da CPI, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), afirmou que havia “preparado questionamentos” relacionados à transparência das operações, à governança e à relação institucional entre o banco investigado e a gestora. Como Mansur optou por não responder às perguntas, o parlamentar decidiu não prosseguir com a arguição.
A pauta da comissão também inclui a análise de requerimentos. Entre eles, estão pedidos de convocação do ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e do ex-servidor da instituição Belline Santana. Todos foram alvos de operação da Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master.
O colegiado tenta avançar nas apurações sobre o caso do Master, mas tem enfrentado dificuldades para ouvir personagens centrais da investigação.

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