
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (11/3), uma série de requerimentos destinados a ampliar as apurações sobre suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master. As medidas envolvem convocações de empresários e ex-integrantes do Banco Central, além de pedidos de acesso a dados e quebra de sigilos de possíveis envolvidos e empresas mencionadas nas investigações.
Entre as decisões do colegiado está o envio de solicitação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para obtenção de relatórios de inteligência financeira. A comissão também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fabiano Campos Zettel, citado nas apurações por suposta participação em movimentações. A intenção dos senadores é rastrear fluxos de recursos que teriam passado por estruturas vinculadas ao Banco Master.
A CPI também aprovou a convocação de dois ex-dirigentes do Banco Central: Paulo Sérgio Neves de Souza, que ocupou a diretoria de fiscalização da instituição, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Ambos foram afastados após investigações internas no BC e deverão prestar esclarecimentos sobre o acompanhamento feito pelo órgão em relação às operações que agora estão sob análise da comissão.
Outros nomes ligados às operações investigadas também foram chamados para depor. Entre eles estão o empresário Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital; Leonardo Augusto Furtado Palhares, administrador da Varajo Consultoria Empresarial; Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia da Super Empreendimentos e Participações; e Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da PF.
Os parlamentares aprovaram ainda um requerimento que solicita ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça o envio de informações e provas já reunidas em investigações que envolvem o Banco Master. A CPI também solicitou acesso a documentos encaminhados pela Polícia Federal sobre a morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", investigado na Operação Compliance Zero.

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