
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta sexta-feira (20/3) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a possibilidade de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão ocorre após o agravamento do quadro de saúde do ex-mandatário, atualmente internado em um hospital particular de Brasília.
O pedido foi encaminhado ao procurador-geral Paulo Gonet, acompanhado de informações médicas atualizadas fornecidas pela equipe responsável pelo atendimento. Internado desde a última sexta-feira (13), e sem previsão de alta até o momento, Bolsonaro está hospitalizado para tratar uma broncopneumonia decorrente de broncoaspiração.
Relatórios médicos enviados ao Supremo indicam que, no atendimento inicial realizado ainda na unidade de custódia, houve registro de risco de morte, o que motivou a transferência emergencial para o hospital. A defesa sustenta que a piora clínica é um fato novo e argumenta que as condições da chamada Papudinha são incompatíveis com a preservação da saúde do ex-presidente.
O pleito por prisão domiciliar foi reapresentado após decisão anterior do próprio Moraes, em 2 de março, que havia negado o benefício. Diante do novo cenário, os advogados pedem a reconsideração da medida. Antes de deliberar, o ministro optou por ouvir a PGR, a quem caberá opinar sobre o pedido.

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