Expectativa

CPMI do INSS: Viana vai ao STF e demonstra confiança na prorrogação da comissão

Senador afirma que Corte deve manter extensão dos trabalhos, embora comissão precise de menos tempo para concluir relatório

Viana diz acreditar que o STF deverá manter a prorrogação por até 120 dias -  (crédito: Agência Senado)
Viana diz acreditar que o STF deverá manter a prorrogação por até 120 dias - (crédito: Agência Senado)

Minutos após anunciar a prorrogação da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar, do plenário, o julgamento da liminar concedida pelo ministro André Mendonça. A decisão trata da extensão do prazo de funcionamento da comissão, tema que está sob análise dos ministros nesta quinta-feira (26/3).

Ao chegar à Corte, Viana disse acreditar que o STF deverá manter a prorrogação por até 120 dias, embora avalie que a comissão precise de cerca de 60 dias para concluir os trabalhos. O senador também ressaltou que não solicitou decisão favorável ao ministro, mas afirmou ter passado a admirá-lo “ainda mais” após a concessão da liminar, que atendeu a pedido da minoria parlamentar.

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Na terça-feira (23), Mendonça estabeleceu prazo para que o Congresso recebesse e realizasse a leitura do requerimento que viabilizou a extensão da CPMI. Agora, os 10 ministros do STF analisam o referendo da medida cautelar em plenário, em um julgamento que pode definir o futuro da comissão.

Sobre a possibilidade de divergência entre os magistrados, Viana afirmou que o cenário é natural, dado o caráter sensível do tema. Ele destacou esperar uma decisão “constitucional” e reiterou o respeito à Corte, apesar de críticas anteriores sobre o equilíbrio entre os Poderes. Segundo o senador, qualquer decisão deverá ser cumprida pelo Parlamento.

O parlamentar também criticou a atuação da Mesa Diretora do Senado, que, segundo ele, não chegou a aceitar o requerimento de prorrogação. Para Viana, houve “má vontade” no cumprimento do regimento, o que levou à judicialização do tema. Ele ainda apontou tratamento desigual em decisões envolvendo a CPMI, citando posicionamentos anteriores do STF e a atuação do presidente do Senado.

Caso a prorrogação seja confirmada, Viana afirmou que a comissão deve retomar oitivas de servidores públicos e tentar reverter decisões judiciais que impediram depoimentos considerados relevantes. O senador também pretende dialogar com líderes partidários para ajustar o prazo dos trabalhos, mas reiterou que trabalha com a meta de concluir as investigações em até 60 dias.

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postado em 26/03/2026 15:12 / atualizado em 26/03/2026 15:14
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