Escândalo do INSS

Presidente do PT comenta acusações a Lulinha no caso do INSS: 'Lula está tranquilo'

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teve seu sigilo bancário quebrado após a Polícia Federal apontar que o Careca do INSS teria repassado R$ 300 mil ao filho do presidente

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a tranquilidade diante das alegações de que Fábio Luís Lula da Silva, seu filho mais velho conhecido como  Lulinha, participou das fraudes nos repasses de benefício do INSS. 

“Lula está tranquilo”, afirmou o representante da legenda, nesta quarta-feira (4/3), em entrevista ao canal SBT News. Segundo investigações da Polícia Federal, na Operação Sem Desconto, o primogênito do presidente da República recebeu R$ 300 mil de Antônio Carlos Antunes, o Careca do INSS. 

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Ao comentar sobre Lulinha, o presidente do PT completou que as apurações contra ele estão sendo feitas, segundo ele, devido às ações do governo federal em prol da “independência das instituições”. “Se temos denúncias investigadas, isso se deve ao governo que valoriza a Polícia Federal e as instituições”, enfatizou Edinho Silva.

CPMI do INSS quer investigar Lulinha

Alegações de possível participação do filho do presidente Lula nas fraudes do INSS embasaram os pedidos, feitos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de quebra de sigilo bancário de Lulinha, que justificou que os R$ 300 mil recebidos do Careca do INSS seriam para pagar diárias de um hotel em Portugal.

A comissão mista, após a solicitação da quebra de sigilo bancário de Lulinha, aprovou a abrangência dessa medida para a  empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga do filho do presidente. Essa medida, no entanto, foi suspensa pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na decisão liminar, Dino considerou que a aprovação conjunta de dezenas de requerimentos, sem análise individualizada, pode afrontar exigências constitucionais e legais. Para o ministro, a deliberação sobre quebras de sigilo, por envolver direitos fundamentais, exige fundamentação específica e exame detalhado de cada caso.

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