ELEIÇÕES 2026

TV lidera, mas redes sociais dominam informação política na ala conservadora, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha mostra que televisão segue como principal fonte de informação sobre política no país, mas redes sociais já aparecem muito próximas e com peso maior ala conservadora

A televisão continua sendo o principal meio utilizado pelos brasileiros para acompanhar notícias sobre política e eleições. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Datafolha, segundo a qual 58% dos entrevistados afirmam recorrer a programas jornalísticos de TV para se manter informados sobre o tema.

As redes sociais aparecem logo em seguida, citadas por 54% dos entrevistados. Plataformas como Facebook, Instagram e X se consolidaram como um espaço relevante de circulação de informações políticas, aproximando-se do alcance da mídia tradicional.

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Depois desses dois meios, surgem os sites de notícias, mencionados por 26% dos participantes. Conversas com amigos e familiares e o consumo de conteúdo em canais do YouTube aparecem empatados, ambos com 21%.

Podcasts, programas jornalísticos de rádio e jornais, tanto impressos quanto digitais, registram o mesmo percentual, com 14% das menções cada. Aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram são citados por 10% dos entrevistados. Apenas 3% disseram não utilizar nenhum meio para se informar.

A análise do comportamento informativo a partir do voto declarado no segundo turno da eleição presidencial de 2022 revela diferenças significativas entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Entre os que votaram em Lula, a televisão aparece com destaque ainda maior: 66% desse grupo dizem utilizar o meio para acompanhar política, percentual oito pontos acima da média geral. As redes sociais são mencionadas por 47%, enquanto YouTube e aplicativos de mensagens aparecem com 16% e 8%, respectivamente.

No eleitorado que declarou voto em Bolsonaro, o cenário se inverte. As redes sociais lideram como principal fonte de informação política, citadas por 61% dos entrevistados. A televisão surge em segundo lugar, com 53%. Nesse grupo, o YouTube é mencionado por 28%, índice significativamente superior ao observado entre eleitores lulistas. Já WhatsApp e Telegram aparecem com 15%.

O mesmo padrão se repete entre os eleitores que afirmam ter intenção de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa presidencial em 2026. Nesse segmento, 63% indicam as redes sociais como principal canal de informação política, enquanto 50% mencionam a televisão. O YouTube e aplicativos de mensagens aparecem com 28% e 15%.

O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 3 e 5 deste mês, em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03715/2026.

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