O agora ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializou nesta terça-feira (31/3) sua saída do cargo para disputar a Presidência da República e afirmou que pretende ampliar sua base de apoio político em todo o país. A gestão estadual foi transmitida ao vice-governador, Daniel Vilela (MDB), em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de Goiás.
Anunciado pelo PSD como pré-candidato ao Palácio do Planalto na segunda-feira (30/3), Caiado reconheceu que ainda enfrenta adesão limitada dentro do próprio partido, mas tratou o cenário como parte natural do início da disputa. Segundo ele, a prioridade agora será percorrer diferentes regiões do Brasil para consolidar alianças e fortalecer seu nome eleitoralmente.
Durante entrevista após a transmissão de cargo, o ex-governador afirmou que o ambiente eleitoral ainda está em formação e criticou análises antecipadas sobre o cenário. Ele também declarou que pretende se posicionar como alternativa à polarização representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), atualmente os nomes mais bem colocados nas pesquisas.
Leia também: Caiado promete "desativar polarização" com anistia ampla, incluindo Bolsonaro
Caiado defendeu uma campanha baseada em propostas e experiência administrativa, destacando que pretende apresentar resultados concretos de sua gestão em Goiás como credencial para a disputa nacional. Entre os pontos citados, estão avanços na segurança pública, educação, infraestrutura e políticas de combate à corrupção — áreas que devem compor o eixo central de sua campanha.
A escolha de Caiado como candidato do PSD ocorreu após disputa interna com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que não declarou apoio imediato à candidatura e criticou a decisão partidária, apontando risco de aprofundamento da polarização. Por outro lado, o governador do Paraná, Ratinho Junior, que havia retirado seu nome da disputa interna, manifestou apoio à indicação e elogiou a trajetória do goiano.
Em seus discursos, Caiado buscou adotar um tom conciliador, afirmando que o país precisa superar divisões políticas e construir um ambiente de maior estabilidade. Ao mesmo tempo, fez críticas à atual conjuntura nacional, mencionando problemas como corrupção, insegurança e instabilidade institucional.
Já o novo governador de Goiás, Daniel Vilela, afirmou que dará continuidade às políticas implementadas na gestão anterior e sinalizou alinhamento com a candidatura de Caiado. Segundo ele, a prioridade será manter diretrizes como o endurecimento no combate ao crime e políticas voltadas à população.
