
A ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu oficializou sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) e reforçou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A troca de legenda, inclusive, foi articulada pelo próprio Lula. Kátia estava no PP.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (6/4), a ex-ministra afirmou que sua aproximação com Lula teve início em 2014, quando apoiou a reeleição da então presidente Dilma Rousseff (PT).
“Filiei-me ao PT para oficializar meu apoio à reeleição do presidente Lula. Essa aproximação começou ainda em 2014, quando apoiei a reeleição da presidente Dilma. São 12 anos de uma relação construída com respeito mútuo, lealdade e compromisso com o Brasil”, escreveu Kátia.
Então no MDB, ela foi indicada em 2015 por Dilma para o Ministério da Agricultura e Pecuária, que comandou até o impeachment da petista, em 2016. Contrariando a direção do partido, liderada por Michel Temer, Kátia esteve entre os principais defensores de Dilma, criticando duramente seu afastamento do cargo.
A decisão de se filiar ao PT foi oficializada neste final de semana, no Tocantins. Em postagem nas redes sociais, o diretório petista em Tocantins afirmou que a mudança é um “gesto de maturidade política”, e que a ex-ministra vai fortalecer a articulação no estado.
“Kátia chega para somar sua experiência administrativa e política ao projeto de reeleição do presidente Lula e ao fortalecimento das bases partidárias no Tocantins. Seja bem-vinda, companheira!”, disse o diretório. Kátia se filiou ao lado do ex-senador petista Donizeti Nogueira.
Kátia Abreu ainda não confirmou se vai concorrer a algum cargo em outubro. Uma das possibilidades em discussão é que ela tente voltar ao Senado Federal.
Aliada, mas com rejeição no PT
A filiação da ex-ministra, porém, desagrada parte da militância petista. Ela tem um histórico de atuação pela direita, e foi opositora declarada de Lula durante o primeiro mandato. Além disso, é representante de grandes produtores rurais, com embates abertos com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ligado ao PT.
Kátia Abreu já foi filiada a diversos partidos, como MDB, PSD, DEM, e PFL. Em 2018, no PDT, foi vice na chapa de Ciro Gomes à Presidência da República. Depois, em 2020, filiou-se ao PP.
Ela é mãe do senador Irajá Silvestre (PSD-TO), que tentará a reeleição, e do ex-vereador Iratã Abreu, agora filiado ao PSDB, que tentará uma caga na Câmara dos Deputados.

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