
O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assumirá nesta terça-feira (13/4) a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República. Com status de ministério, a SRI é responsável pela articulação política do governo no Congresso. Guimarães substitui Gleisi Hoffmann (PT), que deixou o cargo para disputar uma cadeira do Senado Federal pelo Paraná.
A decisão foi confirmada pelo próprio deputado durante o fim de semana, nas redes sociais. Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, ao assumir a pasta, deixa de lado o plano anterior de disputar o Senado pelo Ceará.
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Guimarães assume a articulação política em um momento crítico para o governo, com eleições no horizonte e pautas de grande interesse em discussão como o fim da escala 6x1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a regulamentação do trabalho por aplicativo, além da sabatina do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
“A convite do presidente Lula, informo que aceitei a missão e na próxima terça-feira tomo posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais em substituição da ex-ministra Gleisi Hoffmann”, escreveu Guimarães nas redes sociais, no sábado (11).
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Gleisi, por sua vez, elogiou a troca. Também nas redes, a ex-ministra comentou que a escolha é um reconhecimento do trabalho de Guimarães como líder do governo na Câmara, posto que ocupa desde o início do mandato. Ele será substituído pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom).
“(Guimarães) É a garantia de que teremos uma articulação política com amplo respeito no Congresso, capaz de fazer um diálogo à altura dos grandes desafios do país”, comentou Gleisi.
Momento conturbado
O novo ministro assume no mesmo dia em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar uma PEC pelo fim da escala 6x1. O texto, porém, contraria o governo, que pretende enviar um projeto de lei (PL) para tramitar em regime de urgência.
Esse ponto representa um embate entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o Planalto. Enquanto Motta defende a PEC, com tramitação mais lenta e a ser promulgada pelo Legislativo, sem possibilidade de vetos por Lula. Já o Executivo aposta em um projeto de lei que possa ser aprovado antes das eleições, tendo um maior controle sobre o texto.
Guimarães terá ainda o desafio de atuar para diminuir a resistência ao nome de Messias no Senado, com sabatina prevista para o dia 29 de abril. A Casa Alta trata ainda da PEC da Segurança. Lula afirmou que quer celeridade na aprovação do texto, e que criará o Ministério da Segurança Pública logo depois.
De acordo com o Planalto, a nomeação de Guimarães será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) amanhã.

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