SABATINA

Em sabatina, Adriana Ventura critica falta de transparência no orçamento

Deputada afirma que problema está na origem das decisões e cobra critérios técnicos na aplicação de recursos

Adriana Ventura criticou o uso de mecanismos fora do orçamento tradicional e disse que há perda de controle sobre recursos públicos, ao discursas em sabatina -  (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Adriana Ventura criticou o uso de mecanismos fora do orçamento tradicional e disse que há perda de controle sobre recursos públicos, ao discursas em sabatina - (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Durante a sabatina para a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), nesta segunda-feira (13/4), na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) centrou sua fala na crítica à falta de transparência no orçamento e defendeu uma atuação mais firme da Corte no controle dos gastos públicos.
“O que a gente criminaliza é a falta de transparência. É só isso. A gente não está falando da transparência no destino, mas da transparência na origem. Qual é o critério? Isso está vinculado a alguma política pública? Ou são decisões tomadas por liderança partidária, com base em acordos políticos? Até as paredes sabem disso”, afirmou.
A parlamentar também criticou o uso de mecanismos fora do orçamento tradicional e disse que há perda de controle sobre recursos públicos. “Infelizmente o atual governo opera por fundos privados. Não tem transparência, não tem fiscalização. Orçamento paralelo público é caixa dois. Eu entrei com pedido de auditoria do Pé-de-Meia no Tribunal de Contas. Isso é ação”, declarou.
Segundo Ventura, a falta de critérios técnicos gera distorções na distribuição de recursos. “Tem cidade com R$ 10 mil per capita em emendas e outra com zero, com o mesmo perfil. Isso não é política pública, isso não é critério técnico. É mau uso do dinheiro público”, disse. Ela também citou falhas na fiscalização de programas, como o seguro-defeso. “Falam em 300 mil pescadores, mas 2 milhões recebem. Tem coisa errada.”
Ao projetar sua atuação no TCU, a deputada afirmou que pretende manter uma postura rigorosa. “Quando eu estiver no TCU, com toda certeza eu farei o abate-teto. A gente precisa falar de ação, do que foi feito, e garantir que o dinheiro público seja tratado com responsabilidade”, concluiu.

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Por Wal Lima
postado em 13/04/2026 19:23
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