
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou, neste sábado (18/4), que a defesa de causas como a democracia, a liberdade e a igualdade evita que ele se sinta velho. Segundo ele, que respondeu a rumores de que estaria velho para concorrer a mais um mandato nas eleições deste ano, o fato de abraçar uma causa o deixa imune à velhice.
"Tenho 80 anos. Tenho conversado muito com Deus e dito que quero viver 120 anos, porque é preciso provar uma coisa: a gente não fica velho. A gente não fica velho porque os anos passam, vão passar, mas o que envelhece as pessoas é perder a motivação, perder uma causa. (...) A minha causa é a democracia, a liberdade, a igualdade. Minha causa é garantir que todas as pessoas sejam respeitadas", discursou Lula, durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.
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Mais cedo, Lula participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. Na ocasião, ele criticou guerras e o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). "Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar o seu comportamento", afirmou.
Ele também destacou que a ONU não pode ficar "silenciosa" ao ver o que está acontecendo no mundo. "O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.
Compromissos na Europa
Lula cumpre agenda em Barcelona ao lado do presidente da Espanha, Pedro Sánchez, e de outros chefes de Estado. Os dois países firmaram ao todo 15 atos, entre eles está um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação no setor de minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética, transformação industrial e segurança econômica.
Após compromissos em Barcelona, a comitiva de Lula na Europa seguirá à Alemanha para participar da Hannover Messe 2026, maior feira de tecnologia industrial do mundo, prevista para os dias 19 e 20 de abril. Já nos dias 21 e 22 de abril, o presidente brasileiro partirá para Lisboa, em Portugal, onde vai se encontrar com o presidente António José Seguro e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
Essa é a primeira vez que o líder brasileiro vai à Europa após a oficialização do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Na avaliação do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), os três países visitados por Lula (Espanha, Alemanha e Portugal) foram "fundamentais" para fechar o tratado bilateral entre os blocos.
"Daqui a duas semanas, no dia 1º de maio, terá a vigência provisória do acordo Mercosul União Europeia, o maior acordo entre blocos do mundo. Nós estamos falando de US$ 22 trilhões. Isso é uma oportunidade impressionante para o Brasil atrair mais investimento europeu, vender mais pra União Europeia, vender mais integração produtiva", destacou Alckmin.

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