
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou um manifesto que orienta sua estratégia para as eleições de 2026, durante o 8º Congresso Nacional da sigla. O evento, que começou na última sexta-feira (24/4) e segue até este domingo (26/4), não contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que precisou passar por intervenções médicas.
O texto fala sobre o atual cenário político e sobre o crescimento da extrema-direita, além de retrocessos sociais atribuídos ao governo Bolsonaro. Também destaca as realizações do atual governo, citando a ampliação dos programas Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família e Farmácia Popular, além da criação do Pé-de-Meia, Nova Indústria Brasil, entre outros.
O documento destaca ainda a soberania nacional, dando ênfase ao controle sobre os minerais estratégicos, como as terras raras. O Brasil é o segundo maior produtor do mundo, só perdendo para a China. Nesse ponto, o manifesto defende que “não há desenvolvimento possível sem autonomia, capacidade industrial e um projeto próprio de país”, indicando a necessidade de reduzir dependências externas e fortalecer a produção nacional.
O ex-ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a representatividade do presidente Lula. “Defende a democracia e a soberania é inegociável. E precisamos lutar. O presidente Lula foi o único presidente que enfrentou o presidente dos Estados Unidos. Precisamos ter orgulho de fazer parte desse partido.”
Ele disse que a reeleição é o que vai garantir a democracia e a qualidade de vida do povo brasileiro. “É preciso reeleger pela democracia, pelo Brasil, pelas políticas de inclusão”, disse, afirmando que o passado não realizou obras e que foi negacionista durante a pandemia de covid-19. “Eu sei que vai ser uma guerra essa eleição, principalmente nas redes sociais, mas é preciso responder às mentiras e fake news de forma sincera e honesta”, disse Camilo.
O manifesto propõe ainda um modelo baseado em quatro pilares: crescimento econômico, justiça social, inovação e sustentabilidade. O documento defende a ampliação da escola em tempo integral universal, de creches, mobilidade urbana (tarifa zero), entre outros pontos.
Por fim, aborda reformas política e eleitoral, tributária e do Judiciário. O fim da escala 6x1 também é tema de destaque. “O que se apresenta hoje não é apenas o esgotamento de um modelo, mas a intensificação das disputas sobre os rumos da sociedade.”

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