Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (1º/3), o ex-vereador Carlos Bolsonaro relatou que o pai segue com crises de soluços "intermináveis e ininterruptas", além de uma piora progressiva do quadro clínico. Segundo Carlos, a saúde de Bolsonaro “se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”.
Além de atualizar o estado de saúde, Carlos Bolsonaro criticou as regras impostas às visitas familiares. "Como determinam as peculiares regras impostas, os filhos só podem visitá-lo por 2 horas às quartas e sábados, tendo ainda que dividir esse tempo entre os irmãos".
A versão apresentada por Carlos contradiz com a divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou que o ex-presidente apresenta melhora. Em suas redes sociais, Michelle declarou que Bolsonaro está “bem, na medida do possível”, e que as crises de soluço teriam dado trégua.
O ex-presidente deixou o hospital na última sexta-feira (27/3), após duas semanas internado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral. Desde então, passou a cumprir pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar, em sua residência no bairro Jardim Botânico, em Brasília.
A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que concedeu o benefício por 90 dias em razão das condições de saúde do ex-presidente. Antes disso, Bolsonaro estava custodiado na unidade prisional conhecida como Papudinha.
A decisão também estabelece regras para o cumprimento da prisão domiciliar, incluindo visitas de familiares em dias e horários determinados, acesso a advogados e acompanhamento médico contínuo, sem necessidade de comunicação prévia às autoridades, desde que respeitadas as condições impostas pela Justiça.
