O senador Rodrigo Pacheco anunciou oficialmente a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na noite desta quarta-feira (1º/4), em Brasília. Em evento organizado na sede do partido, na 304 Norte, que contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do presidente da sigla, João Campos, o novo membro da legenda se mostrou contente com a mudança e disse que possui uma identificação “de longa data” com o PSB.
Pacheco citou a pandemia e os atos violentos do dia 8 de janeiro como momentos em que esteve ao lado do partido e afirmou, também, que apoioa o “processo democrático”. O senador é mais um dos nomes conhecidos nacionalmente que passam a integrar o quadro do PSB na véspera das eleições. Além dele, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet anunciou filiação ao partido recentemente.
O senador, que é cotado para disputar as eleições para o governo de Minas Gerais, preferiu não adiantar a decisão sobre o pleito e disse que a escolha por um nome alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caberá “aos agentes políticos” do estado.
“Nós temos a vaga de governador, vice-governador, as vagas de senador da República e eu quero dizer que o PSB estará participando através do governo, do partido e com a minha presença nessa discussão, com um contrato para Minas Gerais num caminho diferente do atual”, disse o novo filiado.
Pacheco disse que Minas ainda conta com muitos desafios nas áreas de saúde, educação, cultura e ciência, e que a intenção é unir o grupo progressista em um único projeto. “Então é um grande desafio e demanda muita maturidade, muita responsabilidade e a união de agentes políticos em torno de um projeto comum. Nós temos muitos desafios no Senado para com o país de muitos projetos ainda pendentes que precisam evoluir mesmo nesse processo eleitoral”, acrescentou.
O ex-presidente do Senado deixou o PSD após quatro anos e meio no partido de Gilberto Kassab. Antes de se filiar oficialmente ao PSB, Pacheco chegou a abrir conversas com o União Brasil, mas a negociação não prosperou em virtude da legenda ainda estar dividida entre ficar neutra ou apoiar o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais.
A escolha também foi feita sob pressão, já que o calendário da janela partidária prevê que o candidato deve se filiar até o dia 4 de abril para disputar as eleições. A expectativa do grupo de Pacheco é que o senador dispute o governo de Minas Gerais e ajude a fortalecer a candidatura do presidente Lula à reeleição.
Apesar de alguns nomes sinalizarem uma possível pré-candidatura ao Palácio Tiradentes, como Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Gabriel Azevedo (MDB), apenas o nome do atual governador, Mateus Simões (PSD), é dado como certo para a disputa.
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