TAXA DAS BLUSINHAS

Alckmin desconversa sobre taxa das blusinhas: 'Não há decisão sobre isso'

Declaração ocorreu após presidente em exercício ter defendido a manutenção do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Taxa foi criticada por ministros, como Boulos e Guimarães e pelo próprio Lula

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse neste sábado (18/4), que aguarda definições sobre a possível revogação da chamada "taxa das blusinhas'", imposto de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50.

"Essa (taxa) foi uma decisão do Congresso Nacional, não há ainda uma posição sobre isso, nós já nos pronunciamos, vamos aguardar", disse Alckmin, em conversa com jornalistas que o acompanhavam na visita a concessionárias de veículos no Entorno do Distrito Federal.

Alckmin, ao afirmar que já houve pronunciamento de sua parte, referiu-se ao fato de ele ter defendido a manutenção do imposto de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50. Segundo ele, em declaração à imprensa nesta semana, a taxa das blusinhas tem importância na defesa da indústria nacional.

"Continuo a entender que é necessário porque a tarifa é ainda menor do que à aplicada na indústria nacional. Se você for somar aí 20% do imposto de importação, mais o ICMS dos estados, vai dar menos de 40%. Já o produtor nacional paga quase 50%", argumentou Alckmin, que seguirá como presidente em exercício da República até a próxima semana, quando o presidente Lula retorna de sua comitiva à Europa.

Divergências

Sem consenso no Planalto, a vigência da taxa das blusinhas foi criticada, nesta semana, pelo ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais do governo. Para ele, que é responsável pela articulação política do governo, uma possível revogação da medida seria uma “boa ideia” para este ano.

Essa interpretação de José Guimarães ocorreu dois dias após o presidente Lula ter classificado a taxa das blusinhas como “desnecessária”. “São compras muito pequenas, as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo. Sei do prejuízo que isso trouxe a nós", afirmou Lula, na última terça-feira (14/4), em entrevista aos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM.

 

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