Eleições 2026

Pregando unidade, Grass e Cappelli associam caso Master à disputa pelo GDF

Pré-candidatos elevam críticas ao governo local e apostam em frente ampla para disputa pelo GDF

A corrida eleitoral no Distrito Federal começou com críticas à gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e ao impacto das investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, com o tema já no centro do debate entre pré-candidatos ao Palácio do Buriti.

Durante evento partidário, Ricardo Cappelli (PSB) e Leandro Grass (PT), ambos pré-candidatos ao GDF, associaram o episódio à gestão local, defenderam a responsabilização de envolvidos e reforçaram a necessidade de unidade no campo progressista para 2026.

Cappelli firmou que o escândalo mudou a percepção da população sobre o governo do DF e pode ser determinante no processo eleitoral. “Estamos muito animados. Esse escândalo envolvendo o BRB deixou claro para a população do Distrito Federal a natureza desse governo. Ficou evidente o tipo de gestão que está à frente da cidade e isso, naturalmente, terá consequências no processo eleitoral”, declarou.

O pré-candidato do PSB também disse esperar novos desdobramentos das investigações. “Tenho muita confiança no trabalho técnico e profissional que está sendo feito pela Polícia Federal. Tenho confiança na Justiça e acredito que vamos ter muitas novidades nas próximas semanas. Ainda há muita informação que não veio à tona e que pode aprofundar esse cenário”, afirmou.

Já Leandro Grass reforçou críticas ao atual grupo político e vinculou a crise do banco à condução do governo local. “É inegável que esse grupo político que governa Brasília há mais de sete anos é responsável pelo que está acontecendo com o BRB. A gente está falando de um banco fragilizado, de uma crise de credibilidade e de investigações em andamento que ainda podem trazer novos elementos e envolver ainda mais esse grupo”, disse.

O petista também destacou que o momento exige apresentação de soluções. “Mais do que denunciar, é necessário apresentar caminhos. Nós já temos propostas para recuperar o BRB no médio e longo prazo e também para reorganizar as contas públicas, que foram muito prejudicadas”, afirmou.

Frente ampla da esquerda

Ambos defenderam a construção de uma frente ampla no DF como estratégia para enfrentar o atual governo. Cappelli afirmou estar confiante na formação de uma candidatura competitiva. “Estou muito confiante de que vamos conseguir construir uma ampla unidade para ganhar a eleição aqui no Distrito Federal”, disse.

Grass, por sua vez, detalhou as articulações em curso. “Eu sou pré-candidato pelo PT, dentro de uma federação com PV e PCdoB. Temos dialogado com o PDT, com PSOL, com a Rede e queremos que o PSB venha a compor conosco para formar uma grande frente, não só progressista, mas também democrática, em defesa de Brasília e da reconstrução da capital”, afirmou.

Na avaliação dos dois pré-candidatos, o avanço das investigações deve manter o caso no centro do debate político nos próximos meses, com potencial de influenciar alianças, discursos e o comportamento do eleitorado no Distrito Federal.

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