
A Operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira provocou um abalo imediato nos bastidores da direita e levou o Partido Progressistas a adiar um encontro que marcaria oficialmente o apoio da legenda ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pela reeleição em São Paulo.
A reunião estava prevista para a próxima segunda-feira (11/5), na capital paulista. Segundo fontes próximas a Tarcísio ouvidas pelo Correio, a decisão de suspender o encontro partiu de integrantes do próprio PP, numa tentativa de evitar que o desgaste envolvendo Ciro contaminasse a imagem do governador.
Apesar do adiamento, aliados garantem que a aliança segue mantida. A expectativa é de que o partido continue compondo a chapa de Tarcísio, inclusive com o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, ocupando a vaga prevista nas negociações. Procurada, a assessoria nacional do PP afirmou que “o apoio à chapa certamente continua”.
O avanço das investigações intensificou o desconforto entre lideranças da direita, sobretudo entre grupos mais alinhados ao bolsonarismo. Nos bastidores, aliados admitem preocupação com os impactos políticos do caso em meio às articulações para as eleições de 2026.
O que aconteceu
Ciro Nogueira virou o centro das investigações da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de favorecimento envolvendo o Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, teria usado a influência do senador no Congresso para impulsionar interesses do banco.
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