
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou, nesta sexta-feira (8/5), que a corporação atua contra o “andar de cima” do crime organizado. Ele fez as declarações ao ser questionado sobre a operação que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro. O diretor-geral ressaltou que os investigadores continuarão colhendo provas e apresentando as conclusões ao Poder Judiciário.
Andrei Rodrigues concedeu entrevista coletiva em Brasília, durante cerimônia de formação de 600 novos policiais federais que vão atuar no combate aos crimes interestaduais e outros tipos de delitos em todo o país. “É um processo que tramita em sigilo e tem todas as etapas ali (caso Master). Mas é mais um trabalho que a Polícia Federal cumpre ao dito andar de cima do crime organizado e nós vamos seguir colhendo provas, fazendo análises e encaminhando ao Poder Judiciário as nossas conclusões”, disse ele.
Andrei negou que a ação contra Ciro Nogueira tenha sido realizada para gerar qualquer tipo de pressão sobre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e que negocia um acordo de delação premiada. O diretor-geral da PF afirmou ainda que caso o conteúdo da delação não seja satisfatório para a investigação, ela será negada.
“Não vou entrar no mérito, pois desconheço os termos de delação eventualmente em curso. Mas a delação segue um fluxo legal. Ela tem todos os elementos para ser válida, ser aceita pela Polícia Federal ou pelo MPF e depois validada pelo Poder Judiciário. Se ela não atender esses quesitos, ela não é validada e o processo segue seu curso”, completou.

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