
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, comentou nesta quarta-feira (13/5) o vazamento do áudio em que o pré-candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu R$ 134 milhões para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Boulos, em seu perfil nas redes sociais, lembrou que, dias antes de o áudio ter sido divulgado pelo portal Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro acusava o PT — partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — por um suposto elo com o Master.
“Uma semana após Flávio dizer que Banco Master está ligado ao PT, vaza áudio dele cobrando R$ 134 milhões de Vorcaro. A terra plana não gira, capota”, publicou o ministro.
Uma semana após Flávio dizer que Banco Master está ligado ao PT, vaza audio dele cobrando 134 milhões de Vorcaro.
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) May 13, 2026
A terra plana não gira, capota.
"Reta final" para filme
No áudio, o pré-candidato do PL reforçou uma relação de amizade com o dono do Banco Master para pedir os R$ 134 milhões, e justificou a solicitação pelo fato de a produção do filme ter, segundo ele, passado por uma reta final.
“Agora que é a reta final, a gente não não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui porque senão a gente perde tudo. Perde o contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe e perde tudo", disse, no áudio enviado por Flávio Bolsonaro.
A mensagem em voz foi encaminhada pelo pré-candidato do PL ao então dono do Banco Master em setembro do ano passado, mês em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participar da trama golpista.
Dois meses após o envio do áudio, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) por envolvimento em esquemas de fraude no sistema financeiro, além de suspeitas de pagamentos de propina e lavagem de dinheiro.
Em nota enviada à imprensa, a assessoria de comunicação do pré-candidato Flávio Bolsonaro afirmou não haver registros de suspeitas de corrupção de Daniel Vorcaro, no momento em que procurou o banqueiro para solicitar financiamento ao filme de Jair Bolsonaro.
Confira a nota completa:
Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

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