INVESTIGAÇÃO

Ex-presidente do BRB deve entregar delação até o fim deste mês

Na próxima semana, Paulo Henrique Costa assina termo de confidencialidade com a Polícia Federal. Em seguida, apresenta formalmente o pedido de homologação do contrato de colaboração com as autoridades

Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso pela Policia Federal -  (crédito:  Ed Alves/CB/DA Press)
Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso pela Policia Federal - (crédito: Ed Alves/CB/DA Press)

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, está em tratativas finais para firmar o acordo de delação premiada com a Polícia Federal, de acordo com fontes ligadas ao caso ouvidas pelo Correio. A previsão é de que na próxima semana ele assine um termo de confidencialidade com os investigadores - período em que ele fornece as informações que teve acesso, cita envolvidos nas fraudes e compartilha provas. Em seguida, a defesa apresenta a proposta de delação.

A previsão é de que até o final deste mês de maio a delação seja protocolada oficialmente e aceita pela corporação. Nesta fase, Costa está definindo com os advogados o material que será apresentado. A avaliação é de que há um conteúdo robusto, especialmente sobre o caminho do dinheiro, além da participação de autoridades do Distrito Federal no esquema criminoso.

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Ele também cita autoridades federais. A delação dele é vista como complementar, pois vai de encontro com provas obtidas no curso da Operação Compliance Zero, reforça o setor documental da operação e ajuda no desenho do organograma do sistema de corrupção generalizada que atingiu o Master e o BRB.

De acordo com a legislação que rege a delação premiada, o réu colaborador deve apontar criminosos com mais relevância que ele, chefes do esquema, para obter os benefícios válidos pelo acordo. Além disso, deve apresentar documentos e provas que comprovem sua versão. 

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No começo do mês, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) chegaram a rejeitar os termos da delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por considerar o material apresentado como “fraco” e que não descreveria sequer autoridades nas quais os investigadores já sabem que existem algum nível de envolvimento. Com isso, a avaliação de fontes ligadas ao caso é de que ele amargaria uma pena pesada, além do sequestro de patrimônio, bloqueio de bens em contas bancárias e de recursos no exterior. 

No entanto, a PF e a PGR decidiram dar a oportunidade de que Vorcaro, assistido por seus advogados, apresente um material mais consistente.

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postado em 15/05/2026 19:18
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