SUPREMO

STF registra 40% de reprovação, maior índice da série histórica

Pesquisa Datafolha aponta impacto de polêmicas envolvendo a Corte, como discussões recentes sobre benefícios e reforma do Judiciário

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais. -  (crédito:  Antonio Augusto / STF)
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais. - (crédito: Antonio Augusto / STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou 40% de reprovação, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (18/5). O dado revela o pior patamar da série histórica.

Entre os entrevistados, 34% consideram a atuação da Corte “regular” e 22% a avaliam como “boa” ou “ótima”. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.

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O resultado coincide com controvérsias recentes envolvendo a Corte, como o caso do Banco Master, críticas a benefícios salariais no Judiciário, os chamados “penduricalhos”, e discussões sobre a criação de um Código de Ética para a Corte.

O escândalo do Master afetou principalmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes: Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) apontar que fundos do banco adquiriram participação na empresa da família do ministro. Já Moraes foi questionado por mensagens trocadas com Vorcaro antes da prisão de um ex-banqueiro, além de contratos milionários da esposa, Viviane Barci de Moraes, com a instituição.

O tribunal já teve rejeição elevada em momentos anteriores, como 39% em 2019, após decisões do STF sobre a Lava Jato e a criminalização da homofobia e transfobia. Em dezembro de 2023, a reprovação chegou a 38%, em meio à intensificação das tensões políticas provocadas pelo 8 de janeiro.

Apesar da ministra Cármen Lúcia e o presidente do Tribunal, Edson Fachin, trabalharem para criar um consenso em relação ao código de ética da Corte, a expectativa é que o projeto só tramite no Supremo após o fim do ano eleitoral.

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postado em 18/05/2026 13:43 / atualizado em 18/05/2026 13:47
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