
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump divulgou, na manhã desta terça-feira (26/5), a agenda oficial do dia sem qualquer previsão de encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em Washington desde o último domingo (24) na expectativa de uma reunião com o chefe da Casa Branca.
Segundo aliados do parlamentar, a viagem é considerada estratégica para “fortalecer a imagem de Flávio” junto ao eleitorado conservador e ampliar a aproximação com setores do governo norte-americano. Nos bastidores, interlocutores também admitem que a movimentação ocorre em um momento delicado para o presidenciável, após a repercussão negativa das revelações sobre contatos mantidos com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
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Apesar da expectativa criada em torno da agenda internacional, os compromissos oficiais de Trump no dia de hoje incluem apenas uma visita ao Centro Médico Militar Walter Reed e reuniões políticas reservadas, sem menção ao senador brasileiro. Até a publicação desta matéria, a Casa Branca não havia confirmado qualquer encontro entre os dois.
Ao Valor Econômico, um interlocutor ligado a Flávio afirmou que o senador “foi convidado” para ir à Casa Branca, mas não detalhou a natureza da agenda. Já aliados ouvidos pela CNN Brasil admitem a possibilidade de o encontro ocorrer, na verdade, com o vice-presidente americano, JD Vance.
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A viagem do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro também é vista como uma tentativa de recuperar espaço político internacional após integrantes da base governista classificarem como “muito positivo” o recente encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump.
Ao Correio, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), confirmou a expectativa em torno da agenda do senador em Washington. “Esta sendo bastante esperada”, afirmou.
Na última quarta-feira (21), após participar da sessão conjunta do Congresso Nacional, Flávio evitou comentar a viagem. Cercado por seguranças e pressionado por jornalistas, respondeu de forma irônica ao ser questionado pela reportagem sobre a agenda nos Estados Unidos. “Liga para a Casa Branca”, disse, sem dar detalhes.

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