Eleições

Ronaldo Caiado e Romeu Zema falam em uma única chapa

Empacados em menos de 5% nas pesquisas, pré-candidatos estudam unir forças para tornarem-se opção a Flávio Bolsonaro

Zema e Caiado veem oportunidade com desgaste de Flávio no caso Master -  (crédito: Gil Leonardi/Governo de MG)
Zema e Caiado veem oportunidade com desgaste de Flávio no caso Master - (crédito: Gil Leonardi/Governo de MG)

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta quarta-feira (27/5), que existe a possibilidade de ele e o também pré-candidato Romeu Zema (Novo) se unirem em uma única chapa. A afirmação ocorreu um dia depois de o ex-governador de Minas Gerais admitir a mesma hipótese.

A sinalização de entendimento entre Caiado e Zema vem depois de o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro sofrer uma perda no percentual de intenção de votos, na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 19 de maio. O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro obteve uma queda de seis pontos percentuais, indo a 41,8% das intenções de voto contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno da eleição presidencial. A redução deveu-se à divulgação dos diálogos entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no qual o senador cobra dinheiro do dono do Banco Master para, supostamente, aplicar na produção do filme Dark Horse, que conta a história do pai.

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Apesar de reconhecerem que discutiram a aliança, nem Zema nem Caiado cravaram quem cederia e aceitaria ser o vice da chapa. "Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento e ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso. Nesse momento, as duas candidaturas (Flávio e Lula) estão numa posição, temos humildade de reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos as forças, elas poderão chegar forte só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno?", observou Caiado, em entrevista a uma rádio mineira.

Zema, que já foi especulado como possível vice de Flávio, tem afirmado que levará sua candidatura até o final. Questionado se aceitaria ser vice de Caiado, o ex-governador brincou: "Não poderia ser o contrário?".

O pré-candidato do Novo indicou que a definição sobre alianças deve ocorrer mais adiante, conforme o cenário político evoluir. "Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data-limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente", afirmou, em referência ao calendário da Justiça Eleitoral, que estabelece até 15 de agosto como prazo para o registro das candidaturas.

Nas pesquisas de intenção de voto, tanto Caiado quanto Zema estão abaixo dos 5%. Apesar de estarem conversando, o pré-candidato do Novo tem um problema para resolver internamente: as duras críticas que tem feito a Flávio vêm desagradando setores do partido que dependem do atrelamento ao bolsonarismo para se manter competitivo. Um dos casos mais expressivos é o do deputado Marcel Van Hattem, que pretende disputar uma das cadeiras do Senado pelo Rio Grande do Sul turbinado pela campanha de Flávio. (Com Agência Estado)

 

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postado em 28/05/2026 03:55
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