
A Polícia Federal identificou indícios de uma relação próxima entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro no contexto de aplicações bilionárias do RioPrevidência em fundos ligados ao extinto Banco Master. As informações vieram à tona após a deflagração da oitava fase da Operação Compliance Zero, realizada na terça-feira (26/5).
Segundo a investigação, os dois mantinham uma relação considerada “estreita” pela PF, marcada por encontros frequentes, inclusive em viagens internacionais e ambientes privados custeados pelo banqueiro. Os investigadores apontam que os encontros coincidiam temporalmente com aportes do fundo previdenciário do estado, que somaram aproximadamente R$ 3 bilhões.
A operação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão contra Castro e outros investigados suspeitos de envolvimento em fraudes relacionadas ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, responsável pelo caso na Corte.
De acordo com o documento que embasou a decisão judicial, a proximidade entre o ex-governador e Vorcaro teria permitido a nomeação de dirigentes estratégicos no RioPrevidência. A PF sustenta que essas indicações facilitaram a aprovação de investimentos em desacordo com normas regulatórias e com a política interna do fundo previdenciário estadual.
O relatório aponta ainda que as aplicações continuaram mesmo após alertas de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis. Para os investigadores, houve manutenção do fluxo de recursos públicos para operações consideradas arriscadas e sem justificativa técnica adequada.
A defesa dos investigados ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A Operação Compliance Zero apura possíveis crimes financeiros, gestão fraudulenta e irregularidades envolvendo recursos públicos aplicados em fundos ligados ao Banco Master.

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