O ministro da Defesa, José Múcio, se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na terça-feira (5/5), para restabelecer relações com o Congresso após os senadores rejeitarem, por 42 a 34 votos, o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Um dos primeiros gestos do governo Lula após sua derrota na Casa, ocorrida na quarta-feira (29/4), a reunião entre Múcio e o presidente do Senado foi confirmada ao Correio por interlocutores do ministro.
Considerado um dos ministros mais próximos de Messias, Múcio esteve ao lado dele tanto na chegada para a sabatina com os senadores quanto após a conclusão da sessão que rejeitou a indicação de Lula à Suprema Corte.
O encontro entre os dois ocorreu no momento de estremecimento das relações entre o governo Lula e Davi Alcolumbre. Segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a relação extrema entre os dois líderes de Poderes começou antes mesmo da rejeição de Messias no Senado.
“Ele queria Pacheco. Como eu sou líder do governo, ele (Alcolumbre) acha que eu tinha de arrancar isso do presidente. Eu não mando na cabeça do presidente. Ele escolheu Jorge Messias, e eu fui trabalhar pela sua aprovação”, disse Wagner, em entrevista ao site Bahia Notícias.
Com a rejeição de Messias, o governo tem a possibilidade de enviar ao Senado outro nome para ser analisado pelo Senado. É possível, também, que o petista repita a dose e mande novamente o nome do advogado-geral da União.
