O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, foi alvo, nesta sexta-feira, de operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde o ex-governador reside. Ricardo Magro, dono do grupo Refit, também foi alvo da PF. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a PF, a Operação Sem Refino visa apurar a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Na ação, a Polícia Federal cumpre 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também foi determinada a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da INTERPOL.
A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
Com o apoio técnico da Receita Federal, a investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro em 23 de março de 2026. Ele deixou o comando do estado na véspera de um julgamento no TSE que o tornou inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
