EQUIDADE

Justiça Militar tem presença de negros em cargos de chefia acima da média do Judiciário

Dados divulgados com base em levantamento do CNJ mostram que 32,6% das funções liderança na JMU são exercidas por negros; STM anunciou treinamento antidiscriminatório

A Justiça Militar da União (JMU) apresenta uma presença proporcional de pessoas negras em cargos de liderança superior à média de todo o Poder Judiciário brasileiro. Segundo a instituição divulgou nesta segunda-feira (18/5), o levantamento "Dados de Pessoal do Poder Judiciário" do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 32,6% das funções de chefia na JMU são exercidas por servidores negros, enquanto no restante do Judiciário esse percentual cai para 25,5%.

A diversidade racial na instituição não se restringe aos cargos de confiança, se estendendo por todos os níveis da estrutura funcional. A participação de servidores negros na Justiça Militar atinge 38,3% superando os 28,4% registrados no conjunto do Judiciário. Em paralelo, o percentual de servidores brancos na instituição é de 59,5%, índice inferior aos 65,8% da média nacional do setor.

A pesquisa aponta que 20,4% dos magistrados da JMU são negros, dado que também supera a média nacional de 14,2%. Entre os brancos, a instituição registra 77,8%, enquanto o restante do Judiciário possui 82,9%.

Na categoria de força auxiliar, os negros representam 55,9% na Justiça Militar, contra 50,6% no cenário geral. Um dado de transparência relevante é que apenas 2,5% dos auxiliares na JMU não declararam raça/cor, um índice muito menor que os 12,7% observados no restante do setor.

O objetivo da divulgação desses dados, segundo a Justiça Militar da União, é ampliar a transparência sobre a composição racial de sua força de trabalho. Como desdobramento dessa política de equidade, o Superior Tribunal Militar anunciou, também nesta segunda-feira, que passará a exigir treinamento antidiscriminatório para todos os seus servidores.

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