Jornada

Escala 6x1: mudanças não serão impostas na 'marra', diz Lula

Presidente comentou que mudanças na escala de trabalho serão aplicadas, caso aprovadas pelo Congresso, observando as especificidades de cada profissão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, nesta terça-feira (19/5), o apoio à redução da escala de trabalho 6x1. Para ele, a medida é uma “coisa necessária”, e as possíveis mudanças serão implementadas “respeitando a realidade de cada categoria e profissão”.

Lula observou, durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria de Construção (Enic), em São Paulo, que nenhuma mudança será imposta “na marra”.

“Vai ser aplicada (a nova lei) levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, cada profissão, de cada setor econômico, para fazer as coisas que resultem no benefício que queremos para a sociedade brasileira”, explicou.

De acordo com o presidente, as mudanças na jornada de trabalho devem acompanhar as mudanças da sociedade. “Não fiquem assustados. (O fim da) escala 6x1 é uma coisa necessária, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa, para lazer, para estudar, para namorar. É normal que a sociedade tenha avançado muito, com os avanços tecnológicos”, comentou ele.

A comissão especial que analisa a proposta no Congresso contará com entidades representativas dos trabalhadores nesta terça.

Construção civil

Lula também destacou investimentos em habitação e ressaltou a importância dos aportes do governo em parcerias com a construção civil.

“Eu preciso de vocês para gerar emprego, construir casa. Preciso de vocês para fazer obras de infraestrutura, e vocês precisam de mim para fazer o financiamento. É uma via de mão dupla, se não for assim, não funciona”, ressaltou Lula.

A Caixa Econômica Federal chegou a marca de R$ 976,2 bilhões até o primeiro trimestre deste ano em crédito imobiliário, o que representa 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e 68% do mercado imobiliário nacional. Foram assinados 2,84 milhões de contratos imobiliários de 2023 até o primeiro trimestre deste ano.

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