O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, afirmou, nesta quinta-feira (21/5), que mais de 40% dos domicílios da região Nordeste recebem Bolsa Família e criticou o que chamou de “dependência” de programas sociais em algumas regiões do país. A declaração foi feita durante entrevista ao programa CB.Poder, que é uma parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.
Segundo Renan, programas sociais como Bolsa Família e Farmácia Popular são necessários em locais onde há vulnerabilidade social e pouca atividade econômica, principalmente em municípios pequenos das regiões Norte e Nordeste.
- Leia mais: Família Bolsonaro só existe se continuar em eleições, diz Renan Santos
- Leia mais: Proposta para acabar com escala 6 x 1 é "irresponsável", afirma Renan Santos
“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”, afirmou o pré-candidato ao comentar os benefícios sociais. Para ele, a ausência de oportunidades de emprego faz com que parte da população dependa dos programas para sobreviver.
O pré-candidato também defendeu a criação de frentes de trabalho em municípios com baixa infraestrutura e alto número de beneficiários do Bolsa Família. Como exemplo, citou cidades do interior do Maranhão com dificuldades de escoamento da produção agrícola devido às más condições das estradas.
Segundo ele, a proposta seria contratar moradores beneficiários dos programas sociais para atuar em obras de infraestrutura em parceria com o governo federal.
Durante a entrevista, Renan também afirmou que é necessário “aumentar a atividade econômica nos pequenos municípios” e criticou o que chamou de “modelo político de exploração”, que, segundo ele, é o que mantém parte da população dependente da assistência do governo federal.
Fim da escala 6x1
Durante a entrevista, Renan também criticou a proposta de fim da escala 6x1 e afirmou que a medida pode prejudicar empresas e reduzir empregos formais. Para ele, o Brasil precisa “flexibilizar o mercado de trabalho” para aumentar a competitividade do país.
Questionado sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o pré-candidato defendeu relações de trabalho mais flexíveis e admitiu que gostaria de ver a CLT perder espaço no futuro.
“Olha, eu gostaria de chegar numa região onde a CLT perca totalmente a função porque era um modelo de contratação dos anos 40. Uma realidade industrial de um mundo altamente verticalizado que já não existe mais”, afirmou.
Renan Santos também disse que o modelo atual de contratação já mudou e citou o crescimento do trabalho via MEI. Segundo ele, muitos trabalhadores hoje atuam fora do regime celetista.
