Redução de jornada

Marinho cobra 'celeridade' a Alcolumbre para aprovar fim da escala 6x1

Ao lado de Hugo Motta, o ministro do Trabalho anunciou como ficará o texto da PEC do 6x1 na Câmara. Proposta chegará ao Senado em meio a divergências entre Lula e Alcolumbre

O ministro do Trabalho, Luís Marinho, cobrou, nesta segunda-feira (25/5), celeridade ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para que o Senado analise a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1 após uma possível aprovação do texto na Câmara.

“Temos um apelo a fazer ao senado e ao presidente Davi Alcolumbre. Aprovado aqui (na Câmara), peço que ele dê a mesma celeridade no Senado”, enfatizou o ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em pronunciamento ao lado do chefe da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

A fala em conjunto com o parlamentar ocorreu minutos após uma reunião entre Motta, Marinho, Lula e o relator da PEC do fim da 6x1 na Câmara, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), para a elaboração de um texto sobre o tema. Com o encontro, ficou decidido que a PEC do 6x1 vai prever uma redução gradual da carga horária semanal após a eventual aprovação da proposta.    

Pelo desenho apresentado, haverá uma diminuição inicial de duas horas na jornada semanal em até 60 dias após a promulgação da nova regra. Em seguida, depois de um período de 12 meses, passaria a valer a jornada máxima de 40 horas semanais. 

Na Câmara, a PEC do fim da 6x1 inicialmente será discutida em comissão especial sobre o tema. Caso a matéria seja aprovada, o próximo passo será a votação em Plenário da Casa. Uma possível aprovação da maioria dos deputados fará com que a proposta siga ao Senado.

Relacionamento

Embora uma possível aprovação da PEC seja popular, é possível que a matéria sofra resistência para ser colocada em pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sob a justificativa de um estranhamento entre ele e Lula.

Essa má relação ocorre porque, na avaliação de interlocutores do Planalto, parlamentares governistas e do PT, Alcolumbre articulou para que a recente indicação de Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-Geral da União, Jorge Messias, fosse derrotado na sabatina.

O nome de Messias, desde quando foi indicado por Lula, sofria resistência de Alcolumbre, que defendia a escolha do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para o cargo na Suprema Corte. 

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