COOPERAÇÃO

Lula e presidente do Suriname vão discutir combate ao crime organizado

Encontro entre o líder brasileiro e a presidente Jennifer Geerlings-Simons ocorrerá nesta quinta-feira (28/5). Lula e a representante do Suriname também vão falar sobre petróleo e gás

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai conversar, nesta quinta-feira (28/5), com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, sobre esforços bilaterais para combater o crime organizado, além de entendimentos que abrangem cooperações na área de petróleo e gás.

Os países, no encontro que será realizado no Palácio do Planalto, vão assinar um memorando de entendimento para a realização de operações militares espelhadas na faixa de fronteira — entre os estados do Amapá e do Pará.

"Embora (a fronteira entre Brasil e Suriname) não tenha postos (da Polícia Federal), ela existe, e é floresta amazônica. Precisamos monitorar o crime organizado e outras atividades ilegais ali localizadas", justificou a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan.

Gisela Maria, ao lado do diretor de Departamento da América do Sul do Itamaraty, embaixador João Marcelo de Queiroz, acrescentou que os esforços bilaterais — entre Brasil e Suriname — no combate ao crime organizado já começaram com a vinda antecipada de representantes do Ministério da Defesa do Suriname, no último domingo (24), para conhecer ações do Brasil de monitoramento das rotas do narcotráfico.

"As autoridades do Ministério da Defesa do Suriname estão fazendo uma série de visitas às nossas instâncias de monitoramento e identificação, como o Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia) e o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia). Eles estão conhecendo esses equipamentos para desenhar uma cooperação robusta em vigilância aérea, que é um tema importantíssimo para combater os fluxos de narcotráfico", disse a embaixadora.

Energia e infraestrutura

Além do combate ao crime organizado em rotas da floresta amazônica, os presidente Lula e Geerlings-Simons vão conversar sobre oportunidades no mercado de energia. Abrangem tanto o Brasil como o Suriname a chamada Margem Equatorial — região oceânica na qual os surinameses já exploram petróleo, e onde a Petrobras já avalia possibilidade de extração. 

"O Suriname é um país pequeno, de 600 mil habitantes, mas quem, recentemente, descobriu importantes reservas de petróleo. Estima-se algo entre 4 e 6 bilhões de barris. Isso é mais ou menos metade das reservas provadas do Brasil", disse a embaixadora Gisela.

"Além disso, há 350 bilhões de metros cúbicos de gás. São reservas energéticas muito importantes, semelhantes às da Guiana", completou a representante do Itamaraty, ao ilustrar os assuntos relacionados à explorações de petróleo e gás, na reunião entre Lula e Jennifer Geerlings-Simons.

Esses temas, além dos presidentes do Brasil e do Suriname, também serão acompanhados por autoridades da Petrobras.

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