O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, elogiou a atuação do senador Flávio Bolsonaro após o governo dos Estados Unidos anunciar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que as facções representam uma ameaça à soberania nacional. Segundo Zema, o domínio territorial exercido pelas organizações criminosas em algumas regiões do país demonstra fragilidade do Estado brasileiro no enfrentamento ao crime organizado. “Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá, quem manda são eles, não o governo”, declarou o político.
O pré-candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o governo federal “nunca fez nada” para combater as facções. “Nossa soberania não está ameaçada, ela está roubada. E o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, só passa pano para bandido”, disse Zema na gravação publicada em suas redes sociais.
Na mesma manifestação, o ex-governador mineiro elogiou a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado e atribuiu a Flávio Bolsonaro mérito pela aproximação com autoridades norte-americanas. “A colaboração é muito bem-vinda e o Flávio foi capaz de fazer aquilo que o Lula já deveria ter feito há muito tempo”, afirmou.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira a classificação do PCC e do CV como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. Em comunicado assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, o governo norte-americano informou ainda que pretende enquadrar oficialmente os dois grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.
No texto divulgado pelo governo dos EUA, as facções brasileiras são descritas como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”. O comunicado afirma que os grupos comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. A gestão do presidente Donald Trump declarou ainda que utilizará “todas as ferramentas disponíveis” para interromper o financiamento do que chamou de “narcoterroristas violentos” e conter o fluxo de drogas ilícitas para o território norte-americano.
