ELEIÇÕES 2026

PT acusa Flávio de buscar Presidência para 'entregar' Brasil aos EUA

Partido de Lula vai posicionar o petista como representante da soberania brasileira ante à iniciativa dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como grupos terroristas

A Comissão Executiva Nacional do PT declarou que o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vai buscar o comando do Palácio do Planalto, nas eleições de outubro, para “entregar” o Brasil aos Estados Unidos.

A alegação ocorre após o anúncio, ontem (28/5), de que os Estados Unidos vão classificar como terroristas as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a partir de junho.

Interlocutores do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram ao Correio que a influência dos Bolsonaro na decisão dos EUA de reclassificar as facções criminosas “deixou claro” que Flávio Bolsonaro quer a Presidência para entregar o Brasil aos EUA.

A citação da família Bolsonaro ocorreu porque o anúncio de que os Estados Unidos enxergam a existência de grupos terroristas no Brasil foi feito dias após o encontro entre Flávio e seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Posicionamento de Lula

O partido de Lula vai posicionar o petista como representante da soberania brasileira ante à iniciativa dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como grupos terroristas.

O posicionamento do PT dará o tom de como a campanha à reeleição de Lula deve tratar a ação norte-americana contra as facções criminosas. Isso porque o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, é um dos coordenadores da campanha eleitoral de Lula.

Outro coordenador, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ironizou a participação da família Bolsonaro na ação dos EUA.

“Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro?”, perguntou o ministro, em alusão às alegações que apontam a família do presidenciável do PL à atuação de milicianos na capital fluminense.

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