
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou, nesta terça-feira (2/6), que qualquer negociação com os Estados Unidos envolvendo o Pix esteja na mesa, e acusou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de ter responsabilidade na proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de taxar produtos brasileiros em 25%.
“Da mesma forma que a designação das organizações terroristas, que pode trazer prejuízo ao sistema financeiro, aos nossos bancos, às nossas fintechs, ao nosso Pix, mais uma vez a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao Pix. O Pix é expresso nas investigações que foram abertas pelos EUA em relação à Seção 301. E o Pix está mais do que fora do debate, é evidente que está fora de debate”, disse o ministro, que reforçou o discurso do governo de ligar Flávio ao revés com os norte-americanos.
Durigan afirmou que o Pix “está protegido e fora de questão”, é um “símbolo de soberania financeira” e que a tecnologia é “cobiçada, invejada por outros países”.
“Países europeus querem se conectar ao nosso Pix, porque é gratuito. Porque é intuitivo, porque as pessoas usam com muita facilidade. E, interesses privados, particulares, sentem-se contrariados com essa universalização, com essa abertura de um meio de pagamento que é muito democrático, como é o caso do Pix”, observou Durigan.
Governo discute reação
Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, entre outros ministros, estiveram reunidos durante a manhã para calcular a resposta do governo à questão.
O documento do USTR afirma que o Pix, bem como outras práticas brasileiras, seriam “desleais”, ou, ainda, “oneram ou restringem” o comércio norte-americano com o Brasil.

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