Redução de jornada

Após sinalização de Alcolumbre, PT articula pressão por avanço da PEC da 6x1

Base governista estuda mobilização nas redes sociais para cobrar avanço da proposta no Senado após Davi Alcolumbre sinalizar que a tramitação seguirá o rito normal da Casa

Deputadas a favor do fim da escala 6x1 discursam na bancada -  (crédito: Reprodução/YouTube/Câmara dos Deputados)
Deputadas a favor do fim da escala 6x1 discursam na bancada - (crédito: Reprodução/YouTube/Câmara dos Deputados)

O Partido dos Trabalhadores (PT) avalia lançar uma campanha nas redes sociais para pressionar o Senado Federal a acelerar a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A iniciativa ganhou força após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicar que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados não receberá tratamento prioritário na Casa.

Nesta terça-feira (2/6), Alcolumbre afirmou que a proposta deverá seguir o rito legislativo regular. A expectativa de setores governistas era de que a matéria passasse apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser encaminhada ao plenário. O presidente do Senado, porém, abriu espaço para que a proposta seja analisada também por outras comissões, o que pode prolongar sua tramitação.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Diante desse cenário, integrantes do PT passaram a discutir a retomada do discurso de que o “Congresso é inimigo do povo”, estratégia utilizada anteriormente para pressionar a Câmara dos Deputados a pautar e votar a proposta ainda no primeiro semestre. A avaliação de dirigentes petistas é que a mobilização digital poderia ampliar o apoio popular à medida e aumentar o custo político de eventuais atrasos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendia que a proposta fosse promulgada ainda em junho. A intenção do governo era permitir que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 42 horas entrasse em vigor até setembro, antes do primeiro turno das eleições municipais deste ano.

A relação desgastada entre o líder petista e Alcolumbre também é apontada por aliados do governo como um dos fatores que dificultam o avanço da pauta. Nos últimos meses, o presidente do Senado tem protagonizado embates com o Palácio do Planalto e imposto derrotas ao governo em votações consideradas estratégicas.

 

  • Google Discover Icon
postado em 03/06/2026 10:47
x