
"Mais um capítulo da perseguição insana do ministro Alexandre de Moraes e da Primeira Turma do STF", disse o parlamentar - (crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
A condenação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou reação imediata da bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados.
Nesta quarta-feira (17/6), o líder da legenda, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), classificou a decisão como mais um episódio de perseguição política promovida pelo ministro Alexandre de Moraes.
Ontem (16), a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Alexandre de Moraes, que entendeu que o parlamentar atuou para constranger autoridades brasileiras e influenciar o andamento de processos relacionados às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A decisão também tornou o deputado inelegível por oito anos. Em entrevista ao Correio, Sóstenes Cavalcante criticou duramente o julgamento.
“Mais um capítulo da perseguição insana do ministro Alexandre de Moraes e da Primeira Turma do STF. Sem citação nenhuma, sem respeito ao devido processo legal, pratica-se mais uma perseguição a um colega ex-deputado que deveria estar aqui exercendo o seu mandato”, afirmou o líder do PL.
Embate entre oposição e Supremo
A condenação amplia o embate entre integrantes do campo bolsonarista e o Supremo. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025, e se tornou um dos principais articuladores internacionais da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que o parlamentar buscou apoio de autoridades norte-americanas para pressionar o Judiciário brasileiro e influenciar processos em tramitação no STF.
No julgamento, Moraes argumentou que houve tentativa de interferência indevida na atuação da Corte e de constrangimento aos ministros responsáveis pelos processos ligados aos atos antidemocráticos investigados pela Justiça. Os demais integrantes da Primeira Turma acompanharam o entendimento do relator.
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Por Danandra Rocha
postado em 17/06/2026 13:21

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